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Logística Sustentável e Escopo 3: o papel das transportadoras na jornada net zero

Reduzir emissões na cadeia logística não é apenas uma obrigação ambiental: é um passo essencial para construir reputação, inovação e
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A jornada rumo ao net zero — ou seja, à neutralidade de emissões de carbono — está diretamente ligada à capacidade das empresas de monitorar e mitigar suas emissões indiretas, especialmente as do Escopo 3. Este é o tipo de emissão mais difícil de controlar, pois está fora da operação direta da empresa, englobando fornecedores, logística, uso de produtos e descarte. Ainda assim, é justamente nele que residem as maiores oportunidades de inovação, eficiência e impacto positivo.

Segundo o CDP (Carbon Disclosure Project), as emissões do Escopo 3 representam, em média, 75% a 90% da pegada de carbono das organizações. Esse dado revela um ponto crucial: não há descarbonização corporativa possível sem olhar para a logística.

O desafio da logística no Escopo 3

No Brasil, esse cenário é agravado pela predominância do transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da matriz de transporte de cargas, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT). A dependência quase exclusiva do modal rodoviário movido a diesel não apenas amplia a intensidade de emissões, como também dificulta a rastreabilidade.

A cadeia é composta majoritariamente por pequenas transportadoras, com baixo nível de digitalização. Menos de 20% das empresas que reportam ao CDP têm visibilidade sobre as emissões de sua cadeia logística completa.

A ausência de padrões unificados de monitoramento de emissões entre fornecedores logísticos cria lacunas críticas para empresas que buscam cumprir diretrizes internacionais, como o Science Based Targets initiative (SBTi) . Ao preencher esse ponto cego com ferramentas de gestão baseadas no GHG Protocol e parcerias com operadores comprometidos com metas climáticas, empresas brasileiras aumentam sua conformidade e se alinham às expectativas globais de transparência e competitividade climática.

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Transporte de carga na estrada. Fonte: Pexels.

Soluções e caminhos para uma logística de baixo carbono

Para transformar esse desafio em diferencial estratégico, é essencial adotar medidas que integrem sustentabilidade, rastreabilidade e inovação na logística:

  1. Escolha de transportadoras com inventários próprios: Operadores logísticos que monitoram e compensam suas próprias emissões são parceiros mais alinhados à agenda ESG.
  2. Uso de tecnologias limpas: Veículos elétricos, biocombustíveis e sistemas de otimização de rotas têm se mostrado eficazes para reduzir a pegada de carbono no transporte.
  3. Compensação climática com rastreabilidade: Créditos de carbono de alta integridade, como os certificados por padrões internacionais (REDD+, Verra), podem neutralizar emissões não evitáveis.
  4. Certificação climática de fornecedores: Iniciativas como o Selo Carbon Free® ajudam a comunicar esse compromisso com clareza ao mercado e aos consumidores.

Segundo a Deloitte, organizações que adotam critérios de sustentabilidade na escolha de seus fornecedores logísticos apresentam crescimento médio 8% superior em reputação e engajamento com clientes.

A crescente adesão ao CDP Supply Chain exige que empresas monitorem e reportem emissões de transporte — um requisito cada vez mais comum em cadeias internacionais.

O grau de transparência nessas etapas empodera organizações, pois agregam tanto em questões técnicas, como em visibilidade das organizações.

Um futuro com menos emissões passa pela logística

Um futuro de baixas emissões passa, inevitavelmente, pela transformação da logística. Cada vez mais, os avanços regulatórios e a crescente cobrança de transparência por parte de consumidores e investidores têm sido mais frequentes. No Brasil, onde o transporte rodoviário tem um peso bastante representativo da matriz de carga, esse impasse é ainda mais urgente.

Para enfrentá-lo com eficiência e credibilidade, algumas plataformas oferecem metodologias (reconhecidas internacionalmente) padronizadas para que empresas calculem e gerenciem suas emissões logísticas, como a Carbon Free faz através do Selo Carbon Free®. Já no Brasil, esse impacto climático e regulatório será cada vez mais sensível à fiscalização e às pressões do mercado.

Descarbonizar a logística não é mais um diferencial, é um imperativo competitivo. Ao integrarem inventários de emissões com rastreabilidade, tecnologia e créditos certificados, empresas que se antecipam acabam por construir reputação sólida, atraindo, sobretudo, capital sustentável.

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