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Captura de carbono via DAC: promessas, limites e o papel das soluções já disponíveis

Conheça a captura de carbono e a tecnologia DAC, seus limites, benefícios e como aplicá-la em estratégias empresariais de descarbonização.
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Retirar CO₂ diretamente da atmosfera já é possível, mas ainda é caro, complexo e exige cautela.
A captura de carbono por meio da tecnologia Captura Direta do Ar – Direct Air Capture (DAC) é vista como uma aliada promissora no combate às mudanças climáticas. Embora essa solução tenha potencial para compensar emissões difíceis de eliminar, ainda enfrenta desafios significativos: custo elevado, consumo intenso de energia e limitações de escala. 

Enquanto isso, soluções já disponíveis, como restauração florestal e compensação de carbono certificada, seguem sendo fundamentais para gerar impacto real — e fazem parte dos serviços oferecidos pela Carbon Free Brasil.

O que é captura de carbono e como funciona a DAC

A captura de carbono é o conjunto de tecnologias que visam remover CO₂ da atmosfera ou impedir que ele seja liberado.
Dentro desse universo, a captura direta do ar (DAC) se destaca por atuar sobre o CO₂ já disperso, e não apenas sobre emissões pontuais de fábricas ou usinas.

A tecnologia de Captura Direta do Ar (DAC) utiliza equipamentos (ventiladores) industriais para filtrar CO₂ diretamente do ar ambiente, separando o gás carbônico de outros elementos da atmosfera.
Assim, após a captura, o CO₂ pode ter dois destinos:

  • Armazenamento geológico: injeção em formações rochosas profundas para evitar que volte à atmosfera.
  • Reaproveitamento industrial: uso em combustíveis sintéticos, produção de bebidas carbonatadas ou outros processos.

Vantagens e desvantagens da DAC

A captura direta do ar oferece vantagens importantes para a agenda climática:

  • Pode ser instalada em locais estratégicos, sem depender da proximidade de fontes de emissão.
  • Atua como complemento essencial em setores de difícil descarbonização, como aviação, cimento e siderurgia.
  • Gera créditos de carbono premium, de alto valor no mercado, por remover CO₂ atmosférico de forma comprovada.
  • Contribui para metas de emissões líquidas zero, neutralizando emissões residuais.

Apesar de seu potencial, a tecnologia ainda apresenta obstáculos que precisam ser superados:

  1. Custo elevado – A remoção de uma tonelada de CO₂ custa entre US$ 600 e US$ 1.000, muito acima de outras soluções.
  2. Alto consumo de energia – Exige fontes renováveis para não gerar emissões indiretas.
  3. Escala reduzida – As maiores plantas do mundo capturam volumes muito pequenos em relação ao total de emissões globais.

DAC versus outras tecnologias

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Casos que mostram o potencial da DAC

Mesmo com as barreiras atuais, algumas iniciativas demonstram como a DAC pode evoluir e se integrar a outras estratégias de mitigação.

  •  Climeworks – Islândia
    A Climeworks opera a Orca Plant, a maior instalação de DAC em funcionamento no mundo, localizada na Islândia. Alimentada por energia geotérmica, a planta captura até 4.000 toneladas de CO₂ por ano. O gás capturado é injetado em rochas basálticas subterrâneas, onde mineraliza naturalmente em cerca de dois anos, tornando-se, assim, parte permanente da formação geológica.
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Maquinário da Climeworks.

  •  Carbon Engineering – Canadá
    A empresa canadense desenvolve projetos de grande escala, com capacidade projetada para capturar até 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano. Sua tecnologia utiliza ventiladores industriais para atrair o ar, filtros químicos para separar o CO₂ e processos para compressão e armazenamento. A Carbon Engineering também explora a integração da DAC com a produção de combustíveis sintéticos, criando um ciclo potencialmente neutro de carbono.

Diversos projetos-piloto da União Europeia estão sendo testados para integrar a DAC à produção de combustíveis sintéticos. O CO₂ capturado é combinado com hidrogênio verde para gerar combustíveis líquidos ou gasosos, que podem substituir derivados fósseis. Desse modo, o objetivo da proposta é unir duas frentes estratégicas, a de remoção de carbono e a de descarbonização do setor de transportes.

Soluções que já fazem diferença

A captura de carbono via DAC tem potencial para se tornar uma aliada estratégica na luta contra as mudanças climáticas, mas ainda não é a solução definitiva. Enquanto a tecnologia evolui, iniciativas já comprovadas continuam sendo indispensáveis para gerar impacto ambiental real e imediato.

Projetos florestais sequestram carbono de forma natural, regeneram ecossistemas e oferecem benefícios sociais às comunidades locais. Já a compensação certificada garante que as emissões remanescentes sejam neutralizadas de acordo com padrões reconhecidos internacionalmente.

Nesse sentido, a Carbon Free Brasil integra essas soluções em seu ecossistema de descarbonização, ajudando empresas a mensurar, reduzir e compensar suas emissões com credibilidade, rastreabilidade e impacto socioambiental. Essas soluções já são aplicadas em projetos como por exemplo:

  • Plantio de árvores nativas com Cashback Ambiental.
  • Parcerias com iniciativas de proteção florestal, como o REDD+ Envira Amazônia.
  • Neutralização com créditos de carbono certificados e rastreáveis.

Ao mesmo tempo que a transição para uma economia de baixo carbono avança, será essencial que empresas, governos e sociedade civil combinem tecnologias inovadoras, como a DAC, com soluções já consolidadas e de baixo custo, como a restauração florestal. Dessa forma, a verdadeira força da agenda climática está na integração dessas estratégias, garantindo impacto mensurável no presente e construindo bases sólidas para o futuro.

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